Posicionamento contra o uso de aversivos em animais
Várias técnicas e ferramentas de treinamento são utilizadas há décadas em animais, na educação e no treino, com o objetivo de educá-los para uma melhor convivência com a família humana, para a prática de atividades esportivas e para ensinar aos animais de trabalho, incluindo os animais de assistência, tarefas específicas. As mesmas técnicas e ferramentas são também utilizadas na terapia de modificação comportamental de animais que demonstram alterações comportamentais resultantes de alterações emocionais e/ou clínicas.
Contudo, nas últimas décadas, o uso dos métodos de treinamento vem sendo tema de numerosos estudos científicos, que comprovaram os efeitos deletérios na qualidade de vida e no bem-estar dos métodos baseados em coerção, força, punição e ferramentas aversivas. Ao mesmo tempo, as evidências científicas apontam para a eficiência e os benefícios dos métodos baseados em reforço positivo, como a oferta de uma recompensa diante dos comportamentos que se deseja aumentar a frequência. Sendo assim, a ABMeVeC se posiciona contra o uso de métodos coercivos e ferramentas aversivas para o treinamento de animais.
Pesquisas evidenciam que a utilização de técnicas coercivas para modificação comportamental dos animais pode levar a consequências prejudiciais que incluem reações de esquiva e afastamento do seu tutor, apatia, medo, ansiedade, agressividade, redução da atenção, baixa performance e aumento de bioindicadores de estresse — comprometendo o bem-estar dos animais e sua relação com a sociedade. Essas conclusões já estão muito difundidas e diversos países começaram a abolir esse tipo de ferramenta na educação animal.
Já os métodos com base no reforço positivo incentivam, de forma segura, escolhas saudáveis por parte do animal, promovem uma visão mais otimista diante de cenários e ampliam a sensação de controle que o animal tem sobre sua vida e seu ambiente, o que traz benefícios como fortalecimento da resiliência e equilíbrio emocional.
O posicionamento completo, com a fundamentação científica e todas as referências, está disponível no documento abaixo.
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